quinta-feira, 1 de março de 2012

INSPIRAÇÃO

É a chama que me inspira,
aquela que queima
toda noite,
a noite toda.

Aquela chama
quando me chamas,
que me queima o peito
e me rouba o ar,
me sufoca de alegria,
me consome todo o dia.
É a chama que faz
o motivo da minha vida

Me chama pra perto,
teu toque me aquece,
sem ti me desperto,
meu sonho fica deserto
o suspiro, se esvai.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Cartola e Girassol
(aos meus psicanalistas)

Prometo nunca ser teu marido,
nem te querer como esposa.
Ser pra sempre teu amigo
e dividir o voo de uma mariposa.

De que tem a liberdade
e voa bailando levemente
como folha levada pelo vento,
caminhando sem direção,
invariavelmente, sempre se volta
a sua fonte luminosa.

Vou voar, voltando sempre
sem sair de perto
do nosso aconchego.
Ter no seu olhar
a luz que me atrai,
o farol da minha vida.

Voo lindo, liberdade.
Sempre pra onde quero,
e não pra qualquer lugar.
Quero um lugar qualquer.
Qualquer que seja
a direção do vento,
sei que me levará
pra onde eu quiser.

Novo tópico, versos antigos.

Um poema antigo, pra reiniciar o blog.


Versos brancos

Dia e noite com você na mente
meu coração sofre extremamente
por não possuir-te nos bracos meus.

Como um beato vive para um santo,
vivo orando pelos cantos
esses tolos versos brancos
que recito para ti

E suplico ao senhor todo dia, me consiga
a mesma dádiva que a teu filho concedeu:
a ubiquidade; para que possa desfrutar
de todo carinho que ela me prometeu.

sábado, 7 de janeiro de 2012

Daqui uns dias vou reativar o blog... este post é só para não me esquecer disto!

domingo, 19 de setembro de 2010

Bipolar

A morte é a luz
do meu túnel vertical.
Por ora ela conduz
meu humor celestial.

Em minha bússola
não há leste e oeste.
Quero os pólos norte e sul.
Sou bipolar.

Imponente e grandioso,
grito a todos meu colosso.
Minha mente se eleva,
transpiro euforia, me sufoco de alegria.

De repente tropeço,
caio, afogo, afundo.
Não falo e sumo.
Estou triste mesmo, assumo.

2 outubro 2009


sábado, 1 de maio de 2010

Alma porosa

Os poros
são todos pustulosos,
insistem em postular
o que há de vir.
Não há que adivinhar o futuro,
quero apenas fistulizar.
Escapar, fugir, drenar.

Não me permito a me permitir.
Quero poder errar,
escolher o descaminho,
caminhar sem destino,
mesmo que termine sozinho
num fundo cego.
Se assim for, serei roto!
Como um arroto,
que escolhe o caminho contrário.

Um burro teimoso,
que teima que teimar é errado;
teimando infinitamente.
Definitivamente esse sou eu,
teimando minha tristeza
queimando o tempo
sem nunca ter certeza,
de que ainda há vida aqui.