sábado, 8 de junho de 2013
E se...foi?
Te ofereço tudo que me resta:
um mundo sem eira nem beira,
migalhas de segundos
num relógio de areia.
Te provo meu amor
não com lágrimas de saudades,
mas com sorrisos de lembranças
aquecidas no microondas.
Não sei se fico,
não sei se vou,
fico pensando se vou
ou se fico. Não sei.
E se não saber
for a resposta certa.
E viver sem saber
for a única forma de viver?
Ficarei penando,
pensando em como não responder
a mais óbvia questão:
o sentido da vida é viver.
sábado, 25 de maio de 2013
Órbita
O problema
é o espaço entre nós.
Você me diz pára,
e eu me disparo.
Só paro quando noto que
o nó que atei,
não se desfez...
Não se desfaz...
Me volto
em mil voltas
ao redor de ti,
só de ti.
Minha luz vem
do teu brilho,
e tentas insistente
iluminar minha face oculta,
assim como o sol
jamais fez com a lua.
Escondido entre nebulosas
mesmo a anos-luz,
me aqueço com teu calor,
sorrio teus risos,
me alegro com tua energia,
e me afogo aos teus prantos.
Quem me dera,
pudera, eu, ser teu norte,
seria grande a minha sorte.
sábado, 18 de maio de 2013
Só, apenas, sem pena
Só sigo meu caminho só.
Consigo só seguir meu caminho?
Só, consigo no escuro,
que solidão que dá.
Sossêgo nessa vida
só cego consegue.
Me cega a mente
sonega a dor
não nega o amor.
Consigo só seguir meu caminho?
Só, consigo no escuro,
que solidão que dá.
Sossêgo nessa vida
só cego consegue.
Me cega a mente
sonega a dor
não nega o amor.
Era uma vez...
Eu te amo, eu te amei,
do futuro já não sei.
Lembro das chuvas,
do telhado de vidro,
das goteiras na sala
nas noites de domingo.
Lembro também
das flores que não mandei,
das velas queimadas
naquele jantar mal cozido,
das garrafas soluçantes,
das lágrimas embebidas
pelo vinho.
E como esquecer
dos sorrisos que me causaste,
e das dores que te pungi.
Me perdoa, me perdoaste,
ainda não me perdoei.
Não sei quanto tempo levarei,
mas a chama permanece acesa,
como faísca num barril de pólvora.
A culpa me apavora
por tudo que estou perdendo,
arrependimento perdido no tempo,
antecipado sofrimento,
inútil, apesar de tanto.
Continuas me perdoando,
com tanta paciência e zelo,
jogando sal na ferida aberta
no que sobrou da minha alma capenga
De olho no espelho,
vejo meu rosto deformado,
de fato, estou voltando ao velho formato
de sapo.
quinta-feira, 16 de maio de 2013
quinta-feira, 9 de maio de 2013
Breve sonho
Pudera eu brincar de ciranda com as estrelas
se bem que, não sei cantar
nem as estrelas cirandar.
se bem que, não sei cantar
nem as estrelas cirandar.
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